Para Martini, as comunidades de compartilhamento de conhecimento representam justamente o maior ganho com a adoção do software livre. Por meio do conhecimento compartilhado, evita-se o retrabalho e as esferas governamentais podem trabalhar conjuntamente", destacou.
O assessor especial da Presidência da República Cezar Alvarez abordou a evolução do programa Computador Para Todos e questionou a situação pela qual passa o software livre. "Para além das políticas públicas, o que acontece hoje com o SL? Quais são os avanços, as dificuldades?".
Para Alvarez, é preciso implementar um conjunto de políticas não só públicas como também privadas para o desenvolvimento e a afirmação do chamado open source. " São necessárias políticas ofensivas para que não deixemos passar esse momento propício e importante para o crescimento do SL", afirmou.
O diretor do Serpro, Sergio Rosa, lembrou que a Empresa atua em uma busca constante por soluções livres. "Procuramos implementar soluções em software livre sempre que podemos", afirmou. O diretor falou ainda sobre a necessidade de o governo federal investir no desenvolvimento de tais soluções. Para ele, além da vontade, é preciso investimento.
Cezar Alvarez, Renato Martini, Rogério Santanna, Marcos Mazoni e Sergio Rosa discutem os desafios do software livre no âmbito do governo federal durante a cerimônia de abertura.
Cezar Alvarez, Renato Martini, Rogério Santanna, Marcos Mazoni e Sergio Rosa discutem os desafios do software livre no âmbito do governo federal durante a cerimônia de abertura.
O Computador Para Todos também foi abordado por Sergio Rosa, que deu destaque às mudanças provocadas pelo programa no país. "Antes da efetivação do programa, comprava-se desktops a R$ 1.700 no mercado cinza. Hoje é possível adquirir computadores a R$ 1.200 com legalidade e garantia. Essa foi uma mudança possibilitada pelo software livre", acredita o diretor.
A experiência da adoção do software livre no Estado do Paraná foi relatada pelo presidente da Companhia de Informática do Paraná (Celepar), Marcos Vinícius Mazoni. Segundo Mazoni, a economia local gerada pelo uso do SL foi de R$ 127,3 milhões. "Porém, mais que uma questão econômica, a opção pelo do software livre está ligada à uma preocupação com o domínio da tecnologia", garante.
A informatização das escolas públicas municipais e estaduais, a criação de telecentros, o desenvolvimento de soluções como a ferramenta de correio eletrônico Expresso foram alguns dos pontos ressaltados por Mazoni em sua explanação sobre o caso de sucesso do Paraná. "Nossos clientes querem soluções rápidas e a um custo mais baixo. Por isso, acredito que a resistência em relação ao software livre seja de técnicos especializados e não da clientela", enfatizou.
Assim como Cezar Alvarez, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna mostrou-se preocupado com os rumos do software livre no país. "Temos dificuldades e necessitamos saber para onde vamos com precisão", ressaltou. "E precisamos de estratégias para fazer isso", concluiu.
Durante o evento, que reúne representantes de órgãos da administração direta e indireta e autoridades do governo, serão ainda apresentados casos de sucesso de migração e debatidos os próximos passos para a continuidade da implementação do software livre no governo federal, o compartilhamento de código e a interoperabilidade.
Na foto Cezar Alvarez, Renato Martini, Rogério Santanna, Marcos Mazoni e Sergio Rosa discutem os desafios do software livre no âmbito do governo federal durante a cerimônia de abertura.
Comunicação Empresarial do Serpro, 25 de julho de 2006