Desde o último dia 24 de setembro está instalada a plataforma básica de testes Nomad na sala 400 da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, que ensaiará as tecnologias de tradução para o FSM 2005. A "Test Room" é composta de um laboratório de eletrônica e outro de informática, além de uma sala de conferências onde serão postos à prova todos os procedimentos de tradução que envolverão voluntários, tanto para tradução (Babels) quanto para operar os respectivos equipamentos (Nomad).
No FSM da Índia, o sistema Nomad entrou no ar. Confira um relato:
"As traduções estão sendo feitas por uma rede internacional de intérpretes voluntários chamada Babels, usando um novo software livre para Linux. O programa pode ser rodado em computadores de médio porte, o que elimina o custo excessivo dos equipamentos de tradução associados a computadores de alta potência, consoles e equipamento de mixagem.
O tradutor usa uma interface na tela do computador para selecionar o idioma que está sendo falado. A voz do palestrante é digitalizada e enviada ao tradutor, que então envia o texto traduzido pela interface até as pessoas na platéia, que escutam a tradução em fones de ouvido.
"Esta é a primeira vez que um programa livre tão inovador é usado numa escala tão grande", disse Sophie Gosselin, uma das integrantes da Nomad, a organização que criou o software. "Devido ao fato de os discursos e palestras estarem passando por nossos computadores, poderemos arquivar todos eles. Isto significa que eles poderão ser colocados no site do Fórum para que sejam lidos por todos aqueles que não tiveram chance de participar. Isto levará o evento a centenas de milhares de pessoas".
Os organizadores também estão usando um sistema de rádio FM para oferecer traduções simultâneas em várias línguas indianas, reduzindo o custo de instalação dos fones de ouvido em cada assento. Os receptores de rádio estão sendo vendidos por 100 rúpias (US$ 2).
"Nosso principal objetivo é fazer com que os custos sejam os menores possíveis, e não impor a língua inglesa sobre todo mundo", disse Gosselin. "Queremos que todos se sintam como se fossem sócios do evento. Por exemplo, nós perguntamos aos coreanos se eles queriam traduções das palestras para seu idioma, e isso os deixou realmente surpresos, porque eles estão acostumados a ser marginalizados. A presença da delegação coreana aqui é grande porque eles se sentiram incluídos".
Fonte: http://br.wired.com/news/print/0,1132,14615,00.html
Mais informações em http://www.apo33.org/babels/
e
http://sourceforge.net/projects/targ