A sua teoria do ciclo econômico propõe que, para que a economia saia de um estado de equilíbrio e entre em um processo de expansão é o surgimento de alguma inovação, que do ponto de vista econômico, altere consideravelmente as condições existentes de equilíbrio no mercado.
Ele cita como exemplos de inovações que alteram o estado de equilíbrio a introdução de um novo produto no mercado, a descoberta de um novo modelo de produção e/ou de comercialização, e a alteração da estrutura de mercado vigente. Ora Open Source é o próprio processo de destruição criativa em ação: é um novo modelo de produção (colaborativo) e comercialização (explorando a Internet), possibilitando uma estrutura de custos zero de licenciamento. Com esta estrutura de custos tendendo a zero pode-se criar novos modelos de negócio, ampliando as opções e oportunidades de mercado. Open Source abre a possibilidade de exploração de mercados antes inatingíveis ou inexistentes. Um exemplo são as iniciativas Web 2.0, construídas em sua maioria, em cima de tecnologias Open Source. Na minha opinião, dificilmente veriamos tantas start-ups Web 2.0 se as tecnologias que as movem não fossem Open Source.
Assim, Open Source está desafiando o status quo da indústria de software. Sua aceitação pelo mercado já é um fato inconteste. As empresas produtoras de software não podem ignorar este fenômeno. Claro, podem reagir de forma contrária e lutar contra até o último momento, ou entender e explorar de forma positiva esta transformação. Este último caso é exemplificado pela IBM, que trabalha em colaboração com a comunidade há muito tempo. Aqui no blog já debati diversas vezes a estratégia Open Source da IBM (vejam os posts sobre o assunto pesquisando as tags ou categories Open Source).
Para finalizar, recomendo a leitura de um paper muito interessante, “The Transformation of Open Source Software”, acessado em http://www.idi.ntnu.no/~ericm/brian.misq.pdf que mostra o processo de evolução e profissionalização do modelo Open Source.
* blog de Cezar Taurion - IBM