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Celepar desenvolve sistema de atendimento do SUS em Software Livre
Editoria: Governos
25/Aug - 02:04

Com o objetivo de sistematizar o fluxo de assistência à saúde de forma integrada com o complexo de regulação existente no Sistema Único de Saúde, foi implantado, no início do mês, no Hospital de Reabilitação do Paraná, a primeira versão do Sistema de Gestão da Assistência de Saúde do SUS (GSUS).

Desenvolvido em software livre pela Companhia de Informática do Paraná (Celepar), esta primeira versão é composta do módulo de atendimento ambulatorial, que permite o acolhimento e cadastro do paciente, controle de agenda médica, registro de atendimento pelos profissionais e faturamento dos procedimentos ambulatoriais. Este módulo viabiliza a estruturação dos procedimentos de programação, regulação de acesso, auditoria e faturamento. Os demais módulos, em fase de projeto na Celepar para posterior desenvolvimento, atenderão as unidades de internamento, pronto atendimento e farmácia hospitalar.

Segundo a analista Débora Ruedell, coordenadora técnica da Divisão de Desenvolvimento de Soluções da Celepar, o GSUS é uma evolução da aplicação HospubWeb, cujo projeto piloto foi implantado no Hospital de Reabilitação em abril último. O Hospub começou a ser construído pelo Datasus em 2004, mas não chegou a ser concluído. Neste ano o Governo Federal resolveu retomar o projeto, reunindo a experiência de vários entidades, especialmente da Celepar, empresa pública que é referência em desenvolvimento de soluções em software livre.

A reestruturação da aplicação foi definida após as avaliações da arquitetura realizada pelos técnicos da Celepar e das instituições que participam do grupo de trabalho do HospubWeb. “Durante as reuniões de avaliação foi consenso a utilização de tecnologias atuais e a estruturação do sistema com um padrão de desenvolvimento. Por isso, optamos pela Plataforma de Desenvolvimento Pinhão Paraná, o framework da Celepar que possui padrões pré-definidos e ferramentas reutilizáveis”, explicou Débora Ruedell.

Funções – O sistema de atendimento ambulatorial possibilita vários procedimentos que facilitam a organização e o controle dos atendimentos prestados pelo SUS. No módulo de cadastro dos pacientes, por exemplo, é possível a inclusão, alteração e consulta de prontuários, emissão de cartão de identificação com código de barras e da folha de identificação de prontuário, integração com a base nacional do Ministério da Saúde e controle de prontuário provisório e de emergência para verificação de cadastros pendentes.

O módulo de agendamento de consultas, por sua vez, além de identificar os procedimentos médicos disponíveis, controla as transferências e cancelamentos, pesquisa de status, emite agenda diária do profissional da saúde e faz o controle dos agendamentos referentes a encaminhamentos internos. No módulo de acolhimento do paciente é feito o registro de admissão para consulta médica ou marcação de consulta, emissão da ficha de atendimento ambulatorial para casos de preenchimento manual pelo profissional de saúde, consulta de agendamentos do dia (pelo profissional, procedimento, especialidade ou paciente). No módulo de registro de atendimento é possível conhecer todo o histórico do paciente (avaliação clínica, diagnóstico e prescrição médica), evolução do tratamento, emissão de atestado, de plano terapêutico, de solicitação de autorização para execução de procedimento ambulatorial e de declaração de comparecimento.

Além disso, o sistema ambulatorial do GSUS controla a manutenção de cadastros básicos, como os de diagnósticos, procedimentos ambulatoriais clínicos, terapêuticos e medicamentos, de especialidade, ocupação, profissionais de saúde e dos estabelecimentos de assistência à saúde.

No futuro o GSUS contará com outros módulos, que já estão sendo projetados pela Celepar de acordo com as demandas da Secretaria da Saúde, entre eles os de Unidade de Internamento, Pronto Atendimento, Farmácia Hospitalar, Laboratório de Análises Clínicas, Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia, Corpo Clínico de Enfermagem, Centro Cirúrgico, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Central de Material Esterilizável, compras e suprimentos e setor administrativo e financeiro. * fonte: Celepar

Fonte: Movimento Software Livre do Paraná
 

 


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