Singapura - “É muito bom lembrar aos repórteres ocidentais que existem essas ferramentas”, disse Tao Wang, diretor de operações do Global Internet Freedom Consortium (GIFC). Segundo ele, alguns repórteres do Ocidente baseados na China rotineiramente usam as ferramentas do grupo.
O grupo declara aproximadamente um milhão de pessoas na China que usam seu software para acessar a Internet.
A censura na internet tem dominado a recente cobertura dos Jogos Olímpicos, especialmente nesse último final de semana. Muitos repórteres ficaram surpresos ao descobrir que censores chineses bloquearam o acesso a sites considerados ‘indesejáveis’ pelo governo, apesar das promessas de livre acesso aos jornalistas que estivessem cobrindo os jogos.
Membros do GIFC têm desenvolvido uma série de ferramentas que podem ser utilizadas para contornar os esforços de censura. O grupo tem por objetivo permitir aos usuários chineses de internet visitar qualquer site que quiserem, sem interferência do governo. Mas seus esforços têm se tornado um ‘jogo de gato e rato’, pois os sensores chineses se esforçam para bloquear as ferramentas criadas pelos membros do GIFC.
Quando isso acontece, o grupo geralmente lança atualizações que permitem mais uma vez fugir ao controle e o ‘jogo’ continua.
“Nós queremos destruir o Great Firewall”, disse Wang, se referindo às elaborações técnicas de sistema que o governo chinês tem posto em prática para monitorar e controlar o acesso informação.
O GIFC é uma associação de empresas sem fins lucrativos e companhias baseadas na América do Norte. Muitos de seus membros são chineses e inclui profissionais como Falun Gong, uma seita espiritual que foi banida da China na seqüência de um ataque no qual alguns membros foram presos e outros fugiram pelo mar.
“Você tem de ter alguma razão para fazer trabalho como este de graça”, disse Wang, acrescentando que ele e outras pessoas envolvidas no GIFC são voluntários não remunerados. O suporte para os esforços do grupo vêm principalmente de doações, disse ele.
Sumner Lemon, editor do IDG News Service, de Singapura
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